sexta-feira, 27 de maio de 2011

Exalto unicamente a Jesus

 Crônica de Margarete Solange



Davi foi um grande guerreiro. Ainda moço enfrentou um urso e um leão; na sua pequenez, derrotou um gigante, venceu batalhas. Salomão foi um grande Sábio, o mais sábio de seu tempo. Pedro e Paulo foram grandes pregadores, exemplos de crentes que sofreram por amor ao evangelho de Cristo. Gandhi também foi um grande homem e ainda muitos outros líderes políticos e religiosos, cantores e ministros do evangelho que têm a admiração de muitos. Todavia, eu exalto unicamente a Jesus, porque nenhum deles falou como Jesus, amou e perdoou como Jesus. Adoro unicamente aquele que aquietou o mar e vento, que se deixou tocar por uma pobre mulher... Porque, quando nEle tocamos, estremece em nós o Espírito de Deus, o nosso espírito salta de prazer e sentimos na alma que Ele é ÚNICO, o verdadeiro enviado de Deus para ser honrado, adorado e aclamado como único mediador entre Deus e os homens. Eu clamo unicamente a Jesus porque sua presença traz alento, porque Ele é o Santo para todas as causas, porque sua verdade não muda: Ele é a verdade, Ele é o caminho... Por isso, o homem, mesmo sendo santo, mesmo sendo grande ou até gigante talvez, nada é sem Ele. A verdadeira sabedoria do homem consiste em reconhecer isto: a sua pequenez e a grandeza do filho de Deus. Diante do Mestre, na sua simplicidade de homem rude, Pedro, pescador sem letras, com o coração contrito, disse algo que para mim excede qualquer sabedoria, seja a de Salomão ou de qualquer outro sábio pensador: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”






Fonte 
Margarete Solange, 
O crente não escolhe, 
é um escolhido.
Editora Queima Bucha, 
2011

Margarete Solange nasceu em Natal. Escritora de crônicas, contos, romances e poesias, com sete obras publicadas, recebeu, em 2009, premiação no concurso literário, escritor Norte-riograndense, promovido pelo projeto Rota Batida III, com o livro de contos Ninguém é Feliz sem Problemas.





sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Cego de Jericó

Poesia de Mario Barreto França 
com algumas alterações em negrito 

Perto de Jericó, à margem do caminho,
Costumava sentar-se, esmolando sozinho, o cego Bartimeu.
Ah! Ele já não via a paisagem sorrir sob o céu de safira,
Os rebanhos pastando em campos verdejantes,
E os de seu pai de bênçãos transbordantes,
Porque, infelizmente sua sentença,
era ser cego e mendigo,
Mergulhado na dor de sua treva imensa...

E ele, no íntimo d’alma, exclamava:
– Quem dera encontrar esse Jesus que milagres opera,
Pois eu tanto imploraria e choraria tanto,
Que ele haveria de ter piedade do meu pranto,
E daria, então, luz para meus olhos,
Guiando-me na vida entre tantos escolhos!...

Certo dia, porém, ele estava esmolando,
Quando ouviu o rumor da turba caminhando.
Prestou toda a atenção e descobriu sem custo,
Que era Jesus quem vinha
– O poderoso e justo, Mestre e Senhor.

Ao sentir que perto estava, na esperança de se escutado gritava:
– Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim,
E livra-me Senhor, destas trevas sem fim!
E muitos, em ameaça, exclamavam:
– Ó tolo, cala-te! E em teu silêncio encontrarás consolo!...
E ele gritava mais: – Jesus, eu creio em ti!
Tem misericórdia de mim, filho de Davi!

É que ele meditava: – Se agora não falo,
Onde irei, onde irei outra vez encontrá-lo?!
Se me passa veloz essa oportunidade,
Nunca mais verei a minha felicidade!

E Jesus, que entre a turba calmo ia seguindo,
Solícito parou, aquela voz ouvindo,
Chamai-o, disse a turba, trazei-lo sem demora,
Porque na sua angústia ele suplica e chora!
E foram-no chamar na alegria que inflama:
– Levanta-te com fé, pois o Mestre te chama!
Tem esperança e vai!

E ele a capa deixando,
Seguiu para o senhor de gozo transbordando.
– Que queres que eu te faça?
– Perguntou-lhe Jesus, e o cego lhe respondeu:
– Que eu veja a tua graça! Que eu tenha vista, Mestre!
Então, Jesus lhe falou:
– Vai em paz! Vai em paz! A tua fé te salvou!
Quando ele abriu os olhos na mais grata surpresa

Quando ele abriu os olhos,
Na mais grata surpresa,
Contemplou extasiado a linda natureza:
O céu azul, o campo enfeitado de flores,
E o horizonte a sorrir em nuvens multicores;
Porém, a maior de todas as belezas,
Que diante de seus olhos reluz
É a imagem singela da santa face de Jesus


Fonte: Mário Barreto França
Sob os Céus da Palestina
Editora JUERP Rio de Janeiro, 1971

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Grande Aflição




Manhã de domingo. Subitamente acordei com uma estranha sensação. Perturbou-me o silêncio matinal. Parecia que tudo tinha parado em derredor de mim. Um mau pressentimento me envolveu repentinamente. Abraçou-me um pavor de morte. Meu marido não estava na cama, nem no banheiro. Apressada, circulei pela casa: meus filhos também não estavam em seus quartos, nem em lugar algum da casa. – Meu Deus, não pode ser! Pronunciei com voz débil. Continuei procurando de um lado para outro. Fui à cozinha: nada, ninguém! – Jesus, Jesus. Repetia como uma sonâmbula. Os cachorros também estavam quietos, não ouvia nenhum latido, nenhuma movimentação, mas eu sabia que eles estavam em derredor porque os cachorros não são arrebatados. Pobrezinhos, vão enfrentar a grande tribulação e eu não desejo isso nem mesmo aos meus piores inimigos, quanto mais aos meus cachorrinhos. Circulava pela casa repetindo: – Jesus... Jesus... fiquei... fiquei. “Cordéis de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderam de mim”. Subi para o quarto novamente. Numa última esperança, lembrei-me de telefonar para o meu marido, ele atendeu. Meu Deus, que alívio, Jesus não tinha voltado naquela manhã. Não que eu não queira que Ele volte, o que eu não desejo é ficar quando Ele voltar. Meu Deus, obrigada pelo grande susto. Foram tão somente alguns minutos de pesadelo, mas o pavor que senti, foi real. Não sei quanto tempo durou aquela sensação de morte, mas valeu uma eternidade. Foi uma angústia indizível, imaginar que Jesus tinha arrebatado os seus escolhidos e eu tinha ficado para trás, completamente só.






Fonte 
Margarete Solange, 
O crente não escolhe, 
é um escolhido.
Editora Queima Bucha, 
2011

domingo, 8 de maio de 2011

Agraciada

Poesia de Margarete Solange


Quem é esse anjo que cuida
Da criança doente,
E com mãos leves
Afaga a cabeça carente?
Nas madrugadas silentes,
Pacientemente vela.
Ao longo de sua existência
Zela, exorta, ensina e ama.
Sabiamente aconselha,
E com instinto sobrenatural
Pressente o mal.
Essa pessoa tão terna
Que no seio alimenta,
Com os braços acalenta
E com a voz doce
Canta canções de ninar,
É uma mulher virtuosa,
Cheia de graça e firmeza
Que da fragilidade extrai fortaleza,
E se diz bem-aventurada
Por ter sido agraciada
Com a benção de ser mãe. 




Fonte1: Margarete Solange.
Inventor de Poesia: 
Versos Líricos. Queima-bucha, 2010





Fonte2 
Margarete Solange, 
O crente não escolhe, 
é um escolhido.
Editora Queima Bucha, 
2011


sábado, 7 de maio de 2011

Mover Montanhas

 


Eu não sou muito velho, ou talvez nem um pouco velho, mas tenho algumas experiências que carrego comigo e que sempre me servem de exemplo (por isso fiz o blog sobrevivaadolescencia.blogspot.com). Uma delas foi aprender a ter fé.
·         “Fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não veem.” * 
    
Jesus sempre falou muito de fé e sempre garantiu que a fé remove montanhas, mas a maioria das pessoas hoje em dia ignora isso, e ignoram as escrituras. Mas estudando e observando eu percebi que a fé é tudo, tudo! Fiz testes usando a minha vida, e sendo minha própria cobaia, fiz coisas sem fé propositalmente para ver o resultado, que acabou sendo o pior possível, e fiz coisas impossíveis acreditando nelas e vi o resultado absurdamente maravilhoso! Vi que a fé gera confiança, e a confiança derruba o nervosismo, quem nunca perdeu nada por nervosismo atire a primeira pedra! Foi o que eu imaginei... Vi também em meus estudos que não importam as suas forças e sim a sua fé, quem não conhece o exemplo de Davi, que apenas com uma pedra derrubou um gigante que nenhum outro guerreiro maior e mais forte conseguiu enfrentar. Davi era boy, o irmão mais novo e mais desprezado, ninguém iria imaginar que tão fraco menino conseguiria matar o gigante que desafiou todo o povo de Israel.
            Jesus se indignava com os seus discípulos sempre que contemplava a pouca fé deles e nunca perdeu uma oportunidade a dizer: “Sua fé te salvou” ou, “Se tiverdes fé diz a este monte: move-te daqui ali e este moverá”. Eu nunca me encontrei em uma situação em que me dissesse: Confiei em Deus com toda a minha fé e me arrependi?! Muito pelo contrário, me envergonho em não merecer, ter uma fé minúscula e ainda assim tudo Deus me dá. 

Vamos ter mais fé...

Texto de Jorge Davi
Postado em janeiro de 2011 no blog
* Referência: livro de Hebreus 11; 1


MEDITE NISSO...

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A leitura diária da Bíblia sagrada é o nosso alimento espiritual. Ler as sagradas escrituras diariamente nos dará vigor e nos fará mais saudável e FELIZ